Patrícia Couto no Chá com Livros

19-FEV-2026

Patrícia Couto no Chá com Livros
Educada num ambiente bilingue, Patrícia Couto, nasceu nos Países Baixos, filha de mãe neerlandesa e pai brasileiro. Foi a convidada da edição de fevereiro da tertúlia “Chá com livros” dedicada ao Dia Mundial da Língua Materna, que será assinalado a 21 de fevereiro.
Numa sessão apresentada por Olga Pedroso, vogal da cultura da JFPN e Diogo Santos do mesmo pelouro, no espaço Esplanando, falou-se sobre várias questões relacionadas com a ligação que temos à nossa língua materna, mas também a ambientes bilíngues - tendo como exemplo aquele em que a autora cresceu - e depois sobre o seu trabalho enquanto tradutora exofónica, que lhe valeu o Grande Prémio de Tradução Literária Francisco de Magalhães, em novembro de 2025.
Exofonia é a prática de escrever, geralmente de forma criativa, numa língua que não é a língua materna do escritor, trabalho esse que Patrícia Couto tem levado a cabo deixando uma mensagem muito importante “a língua não tem dono, pertence a quem a fala, uma tradução nunca é neutra, é uma interpretação (…) são verdadeiros desafios gramaticais e linguísticos”.
A título de exemplo Patrícia Couto falou-nos de vários escritores emblemáticos exofónicos, nomeadamente Fernando Pessoa, através de um dos seus primeiros heterónimos, Alexander Search, aquando a sua estadia em Durban, na África do Sul, onde viveu com a mãe e o padrasto de 1896 a 1905, na altura com 8 anos.
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