Rede de bicicletas partilhadas: fase-piloto no Parque das Nações

90 bicicletas, das quais 60 são elétricas e 30 são clássicas, deverão estar a rodar no Parque das Nações em maio, depois do projeto da rede de bicicletas partilhadas se ter deparado com alguns atrasos na montagem das infraestruturas necessárias. Esta foi a garantia dada por responsáveis da EMEL na sessão pública de esclarecimento sobre o projeto-piloto no Parque das Nações, que foi realizada no auditório da EB Vasco da Gama, a 23 de março 2017. 

De acordo com os técnicos da empresa municipal que gere o projeto, o planeamento da rede inicial da freguesia do Parque das Nações “encontra-se estabilizado e envolveu um esforço conjunto da EMEL, da CML e da JFPN” embora não preveja estações nos bairros do poente. “Este planeamento rege-se por critérios de planeamento identificados em sistemas de bicicletas partilhadas com sucesso (incluindo, distâncias entre estações, ou a proximidade a polos geradores de viagens). Por outro lado, é fundamental a existência de rede clicável (ciclovias ou outras formas de formalização dos percursos, como zonas 30 ou vias partilhadas) como infraestrutura base de suporte à rede de estações”, foi a justificação fornecida pelos técnicos da EMEL.

As bicicletas públicas estarão espalhadas por estações (que passarão a 15 aquando da implementação final) entre a zona sul (perto da EBPN) e a estação de comboios de Moscavide  - no mapa assinaladas a azul. A sua utilização durante os trinta dias da fase-piloto é gratuita para os inscritos que forem selecionados. Depois haverá dois tipos de passe – anual de 25 euros e mensal de 15 euros, aos quais acresce uma tarifa de 10 cêntimos ou 20 cêntimos (conforme se trate de bicicletas clássicas ou elétricas) por cada período de meia hora de utilização, até um máximo de 40 viagens.

Para poderem integrar esta fase experimental, os interessados devem inscrever-se no site lisboabikesharing.pt e devem ser utilizadores de smartphones, já que o telemóvel servirá para descarregar a aplicação necessária para usar o sistema de rede.

Ultrapassada a fase de testes, a EMEL estima que a rede esteja operacional já no próximo verão em toda a cidade de Lisboa. Ao todo, estão previstas 140 estações – isto é, postos de levantamento e parqueamento de bicicletas públicas – e mais de 1400 bicicletas públicas fornecidas pela empresa portuguesa Órbitra, que venceu o concurso público.