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'Mais qualidade e conforto na zona sul da freguesia'
A Junta de Freguesia do Parque das Nações concluiu recentemente a elaboração do projeto de requalificação urbana para a Rua Sinais de Fogo, localizada na zona sul da freguesia.
Este projeto integra-se num programa de médio prazo destinado a melhorar as condições de acessibilidade e mobilidade no Parque das Nações, com o qual se pretende reforçar a dimensão humana das ruas, o respeito pelas pessoas enquanto os seus principais utilizadores e o entendimento da sua importância como elemento estruturante e agregador da vivência no espaço público – ponto de encontro, local de convívio e espaço de ligação.
“Maior segurança, melhor mobilidade e mais conforto” são as palavras-chave identificadas por Jorge Bonito, vogal da Junta de Freguesia do Parque das Nações que vai acompanhar o desenvolvimento e implementação deste programa, o qual tem como objectivos gerais: tornar as ruas mais seguras e inclusivas; melhorar as condições de acessibilidade; garantir boas condições de fluidez de pessoas e tráfego; aumentar a presença da arborização no espaço público; contribuir para a melhoria do ambiente urbano; contribuir para o atenuar dos efeitos das alterações climáticas; estender a imagem identitária do Parque das Nações a toda a Freguesia.
Neste contexto, foram consideradas como prioritárias as intervenções que melhorem as condições de mobilidade; de acesso aos serviços e ao comércio local; de ordenamento do estacionamento e da circulação automóvel; de segurança dos peões, nomeadamente através da promoção da diminuição da velocidade de circulação.
A Rua Sinais de Fogo estava já anteriormente identificada como uma das vias onde recorrentemente se verificam constrangimentos na sua utilização, decorrentes da existência de estacionamento desordenado que origina situações de dificuldade e/ ou impossibilidade de acesso às garagens e de realização de operações de carga e descarga de produtos.
O projeto de requalificação abrange todo o espaço público da Rua Sinais de Fogo, num total de 5.448,00m2, e, para além de resolver as questões atrás referidas, “pretende potenciar uma maior apropriação por parte dos residentes e dos visitantes, valorizando aspectos como a continuidade e legibilidade do espaço, as condições de acessibilidade e mobilidade, a utilização e usufruto em segurança, a ergonomia e conforto das soluções de desenho, a qualidade das soluções construtivas”.
Conceptualmente, pretende-se materializar neste arruamento um conjunto de princípios que têm por objectivo promover um melhor uso deste espaço, procurando conferir a esta rua uma maior dignidade, reforçando a sua imagem e identidade urbana.
Para isso, a intervenção, segundo Jorge Bonito, prevê “o ordenamento da circulação automóvel e dos lugares de estacionamento, que passarão de 15 para 42 na totalidade da rua; a criação de bolsas de paragem para cargas e descargas; a criação de bolsas de estacionamento para motas; o redesenho do cruzamento com a Rua dos Argonautas e o entroncamento com a Rua Gaivotas em Terra, reposicionando as passadeiras de peões na ‘linha de desejo’ dos utilizadores; a introdução de piso táctil – faixa de alerta, guia de encaminhamento e moldura de contraste – nas passadeiras de peões; o reforço do mobiliário urbano – bancos e papeleiras; o aumento das plantações – árvores em canteiro, árvores em caldeira e vegetação arbustiva também em caldeira”.
O vogal do executivo da JFPN destaca ainda mais dois pontos, também eles relevantes da intervenção, “o reposicionamento de algumas das luminárias existentes, cujos postes comprometem a segurança e a comodidade da circulação pedonal, sobretudo nos casos em que são um obstáculo à correcta utilização das passadeiras, e a relocalização de um armário da rede de infraestruturas eléctricas instaladas no subsolo que se encontra implantado a meio do passeio na Rua dos Argonautas”.
A intervenção na Rua Sinais de Fogo “aguarda a conclusão do projeto de execução, que se encontra actualmente em elaboração, e a adjudicação da empreitada para a sua construção”; contudo, afirma Jorge Bonito, “o seu anúncio é já, claramente, um sinal dado aos residentes e trabalhadores, comerciantes e empresários, da zona sul do Parque das Nações relativamente à intenção da JFPN de garantir a qualidade urbana e reforçar a identidade de bairro numa área marcada por uma forte presença de habitação e uma oferta crescente de comércio e serviços”.
