Unidade do Serviço Nacional de Saúde no Parque das Nações recebe luz verde


Foi assinado ao final da manhã desta terça-feira, 14/3, no Pavilhão do Conhecimento, o acordo de colaboração entre Ministério da Saúde e Câmara de Lisboa para a construção de 14 novos centros de saúde na cidade de Lisboa até 2020. Na maioria dos casos vão substituir estruturas que já existem em prédios de habitação, mas num caso - o do Parque das Nações, onde existe já terreno e projeto - é o assumir do compromisso de erguer de raiz uma unidade de saúde pública que não existe e há muito é reclamada pela freguesia - como ressalvou Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa: (Ver Vídeo)

Apesar deste programa ter validade até 2020, o interesse sempre manifestado pelo Executivo da Junta de Freguesia do Parque das Nações e a pressão feita junto da ARS (Administração Regional de Saúde) desde 2014 é que o novo equipamento do SNS para a freguesia seja “um dos primeiros a ser contruído, até porque já existe projeto e um terreno reservado para o efeito na Alameda dos Oceanos” junto à EBVG. Essa garantia foi hoje dada pelo Ministro Adalberto Campos Ferreira e pelo Presidente Fernando Medina. Trata-se também de dar cumprimento ao compromisso assumido pelo Partido Socialista no âmbito do acordo coligatório assinado com o PNPN, em 2015, com incidência na composição dos Órgãos da freguesia.  

Este acordo assinado entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo vai beneficiar mais de 300 mil utentes da cidade.  De acordo com o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, o Programa Lisboa, SNS Mais Próximo “insere-se e na maior vaga de investimento público na saúde nos últimos 40 anos”. Já para Fernando Medina, presidente da autarquia, este é “o maior e mais ambicioso programa das últimas décadas, para melhorar as condições de vida da população da cidade".

Muitos dos novos equipamentos do SNS vão substituir unidades que funcionam em edifícios construídos para habitação, onde existem sobretudo problemas de acesso e mobilidade e limitação de valências médicas. O investimento da CML será de 30 milhões de euros e a autarquia cede os terrenos e financia a construção, ficando o apetrechamento dos mesmos a cargo do Ministério da Saúde. Além da construção de raiz da unidade de saúde pública que vai finalmente servir o Parque das Nações, há a destacar as novas unidades de Telheiras, Alta de Lisboa e Restelo.