Preparados para os desafios

No quarto aniversário da Freguesia do Parque das Nações convido os nossos fregueses a uma reflexão conjunta sobre dois factos marcantes para a nossa freguesia.

A 31 de dezembro de 2016 conclui-se o longo processo de extinção da Parque EXPO. A decisão anunciada de forma precipitada em 2011 não salvaguardou os interesses dos residentes e do tecido económico do Parque das Nações. O arrastar do processo de extinção revelou-se um obstáculo à gestão plena do território, tanto por parte da Junta de Freguesia, como pela Câmara Municipal. 

Podia nomear vários exemplos, mas aponto dois que tiveram e, ainda têm, impacto direto na vida dos residentes e visitantes: a impossibilidade de tomar posse dos terrenos destinados à expansão da EB do Parque das Nações e à construção da nova escola pública, na zona norte.

Nem o facto de a CML e o Ministério da Educação terem sistematicamente orçamentado verbas para realizar as obras foi dissuasor da postura economicista. Na altura, as finanças colocaram o acerto de contas (irrealista) da empresa Parque Expo acima dos interesses dos moradores do Parque das Nações.

O mesmo se pode dizer em relação ao terreno para a construção de um equipamento de saúde. O Ministério da Saúde, de então, foi encontrando soluções no perímetro da freguesia do Parque das Nações, deixando em suspenso uma necessidade e um desejo reafirmado por todos.
Finalmente, a extinção da Parque Expo vai permitir já em 2017 dar início à expansão da EB Parque das Nações e ao arranque do processo de construção da nova escola, duplicando a oferta pública educativa do Parque das Nações. É um objetivo assumido empenhadamente pela Junta de Freguesia do Parque das Nações, pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Ministério da Educação. Juntos a fazer a diferença.
O executivo da JFPN coloca a mesma determinação no desbloqueio do impasse relativo ao terreno para a construção de um equipamento de saúde no Parque das Nações.

O segundo facto relevante neste final de 2016 foi a realização do Web Summit em Portugal e mais concretamente no Parque das Nações. Durante uma semana o território da freguesia foi o melhor cartão de visita de Lisboa e do País. As imagens do Parque das Nações e da capital portuguesa correram Mundo, num movimento que se manterá ao longo do tempo através da palavra dos milhares que participaram no evento.
Os impactes diretos e indiretos do Web Summit só podem ser comparados com a própria EXPO 98, com uma diferença: vão repetir-se durante pelo menos três anos.

A exposição internacional do Parque das Nações é um estímulo e um desafio à valorização do território como uma das principais marcas de Lisboa, moderna, inovadora, sustentável. Uma cidade com dimensão humana.

Em 2017 vamos criar condições para reafirmar a marca Parque das Nações com quatro eixos de intervenção: reforçar as ações de reabilitação do espaço público (jardins, equipamentos de lazer, pavimentos, mobilidade); valorizar o património, artístico, cultural e paisagístico através da criação de roteiros e da sua divulgação; manter a qualidade de serviços e de apoios sociais da freguesia; mobilizar criativos, empresários e associações.

Nascemos de um movimento que contou com a participação de muitos. Continuamos a respeitar a nossa matriz.

 

13 de novembro de 2016

José Moreno
Presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações