A Alameda dos Oceanos é um dos espaços mais emblemáticos do Parque das Nações. São  2km com um sistema de jogos de água (vulcões) e um conjunto apreciável de arte pública, reforçando a componente temática de que os Oceanos foram um meio de múltiplas trocas botânicas operadas pelos portugueses ao longo de séculos.

É um espaço de repouso, passeio e contemplação, onde a sombra, a frescura e as marcas da história e da cultura lusas desenhadas na calçada portuguesa, predominam e convidam a permanecer. 

A Alameda dos Oceanos é constituída por uma plataforma central e passeios laterais separados por eixos de circulação viária. São três troços distintos, sendo a sua unidade garantida pela uniformidade das alamedas laterais - com alinhamentos de azinheiras - pela grelha dos pavimentos da calçada e pela predominância de espécies arbóreas do género Quercus (Carvalhos).

O troço sul, o mais curto, estende-se da Torre Galp à rotunda do Cabeço das Rolas, não tem plataforma central e os passeios laterais foram plantados com azinheiras e tílias;

O troço da Estação do Oriente, o segundo, é mais largo e constituído por dois passeios laterais arborizados com azinheiras. Na extremidade localiza-se o Pavilhão de Portugal e distingue-se pelos canteiros sobrelevados onde predominam cipestres, rematando com um sobreiro de grande porte;

O troço norte é formado por uma sequência de espaços virados sobre as fontes. A placa central é elevada através de canteiros de arbustos, ligeiramente inclinados e contidos por sebes que conferem a este troço um caráter mais ajardinado. No seu final, a composição arbórea é rematada por quatro alinhamentos de Quercus robur, junto à Porta Norte do ex-recinto da EXPO´98.

Requalificação

As obras de requalificação na Alameda dos Oceanos têm responsabilidades partilhadas entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia do Parque das Nações. 

A degradação do espaço resultante do desinvestimento ao longo de anos obrigou a lançar uma mega empreitada, por parte da CML, para levantar e substituir todo o passadiço de madeira, requalificar as infraestruturas elétricas e os pisos viários.

Por seu lado, a JFPN tem a responsabilidade de reestruturar e manter todos os espaços ajardinados e canteiros que integram a Alameda dos Oceanos.